O voluntariado tem sido um dos motores da coesão social em Évora, realidade que a Fundação Eugénio de Almeida voltou a destacar na sessão pública realizada a 5 de dezembro, no âmbito do Dia Internacional dos Voluntários.
A instituição assinalou mais de duas décadas de trabalho continuado, num percurso que, segundo Henrique Sim-Sim, coordenador da Área Social e de Assuntos Institucionais, «faz a diferença na vida de muitas pessoas da cidade».
A data marcou um momento de reconhecimento público aos voluntários e às entidades parceiras. Para a Fundação, esta homenagem tem um significado particular. Henrique Sim-Sim recorda que «a Fundação tem 25 anos do programa de voluntariado», iniciado em 2001, ano em que se assinalou o Ano Internacional dos Voluntários. Desde então, afirma, tem sido desenvolvido «um trabalho qualificado de mobilização, de capacitação e também de projetos concretos».
Um concelho reconhecido pela prática de voluntariado
O trabalho realizado em Évora tem expressão no número de pessoas envolvidas. A Fundação mobiliza anualmente cerca de 500 voluntários para diversas organizações do concelho. Além deste apoio direto, coordena ainda projetos próprios, que envolvem entre 150 e 200 participantes por ano. Henrique Sim-Sim realça que o impacto vai além dos números: «Há muitos mais voluntários a fazer voluntariado no nosso concelho e o nosso concelho é reconhecido. É uma referência também na área do voluntariado a nível nacional».
A explicação para este reconhecimento, refere, resulta de uma dinâmica assente na colaboração: «Muito também pelo trabalho que a Fundação faz, mas também com os outros parceiros». Enquanto banco local de voluntariado, a Fundação assegura a mediação, formação e acompanhamento das iniciativas. «Tem este papel de mediar, de capacitar voluntários, de capacitar técnicos das organizações e de fazer acontecer voluntariado na nossa cidade», sublinha.
Um encontro para reforçar a ligação à comunidade
A sessão contou com intervenções institucionais e momentos dedicados à apresentação de projetos, com destaque para o Voluntariado de Emergência em Proteção Civil e para a Capacitação Digital de seniores. A iniciativa integrou também um momento musical e terminou com a Cartuxa de Honra, mantendo uma tradição que tem marcado esta celebração anual.
Para Henrique Sim-Sim, este encontro assume sobretudo um sentido de gratidão coletiva. «Gostamos de assinalar esta data porque estamos a prestar este agradecimento às pessoas», afirma. «Todos os dias fazem a diferença na vida de muitas outras pessoas na nossa cidade». A homenagem encerra um ciclo anual de trabalho que, segundo o coordenador, procura reforçar a participação cívica e o envolvimento comunitário.
Voluntariado como elemento estruturante
A sessão de 5 de dezembro reforçou a ideia de que o voluntariado é um elemento estruturante da vida social do concelho. A presença de entidades parceiras evidencia a importância de uma rede colaborativa. Esta rede sustenta projetos que promovem inclusão, reforçam respostas sociais e ampliam a participação de diferentes gerações.
Ao celebrar os voluntários, a Fundação Eugénio de Almeida reafirma o papel central desta prática na construção de comunidade. Como sintetiza Henrique Sim-Sim, Évora tornou-se «reconhecida a nível nacional pela prática do voluntariado», fruto de um trabalho que se estende ao longo de 25 anos e que continua a mobilizar centenas de pessoas todos os anos.
































