O Delegado Regional do Alentejo do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), Arnaldo Frade, apelou esta quinta-feira a um maior planeamento e comunicação antecipada das necessidades de recrutamento por parte das empresas do setor do Turismo, durante a Feira de Emprego do Turismo, realizada na Arena d’Évora.
O responsável centrou-se na necessidade de reforçar a articulação entre o serviço público de emprego e as entidades empregadoras, sublinhando que o ajustamento eficaz entre oferta e procura depende da informação atempada sobre as necessidades do mercado.
Comunicação de necessidades é “crucial”
Arnaldo Frade recordou que o IEFP faz diariamente o trabalho de intermediação laboral. «O serviço público de emprego faz todos os dias aquilo que aqui estamos a fazer agora, ou seja, o ajustamento entre a oferta e a procura de emprego, procurando ajudar as pessoas e as instituições».
No entanto, alertou que é essencial que as empresas comuniquem formalmente as suas necessidades. «Nós precisamos, de facto, de conhecer as necessidades do mercado. Isso é crucial».
O delegado regional revelou que, em 2025, o IEFP colocou 700 pessoas na área do turismo no Alentejo, tendo já integrado 70 profissionais em 2026. «Neste momento temos 88 postos de trabalho vagos que estamos a tentar preencher na área do turismo».
Apesar da perceção pública de carência de mão de obra no setor, Arnaldo Frade reconheceu que as ofertas formalmente comunicadas ao IEFP não correspondem totalmente a essa realidade. «Ouvimos todos os dias que há uma necessidade de profissionais na área do turismo muito grande. Ela de certo que não está em linha com este número que vos falei».
Planeamento como condição para qualificação eficaz
O responsável defendeu que o planeamento é determinante para preparar trabalhadores com as qualificações adequadas. «É impossível, perante comunicações de ofertas de emprego em que se pretenda colocação a curto prazo, ter pessoas preparadas para aquilo que as empresas precisam».
Por isso, insistiu: «O planeamento é fundamental. E nós precisamos que as empresas nos comuniquem as intenções de investimento do ponto de vista da criação de postos de trabalho, para podermos ir ao encontro das necessidades».
Arnaldo Frade adiantou ainda que o IEFP formou cerca de mil cidadãos no Alentejo na área do turismo, tendo colocado 700 no mercado de trabalho. Defendeu que uma preparação mais antecipada permitiria aumentar a correspondência entre formação ministrada e necessidades reais das empresas.
Formação ao longo da vida como prioridade
Na sua intervenção, o delegado regional sublinhou também a importância da formação contínua, enquadrando-a no Pilar Europeu dos Direitos Sociais. «Cada cidadão que está no mercado de trabalho deve fazer pelo menos uma ação de formação por ano».
Acrescentou que a qualificação deve ter impacto na valorização profissional. «Não podemos ter cidadãos no mercado de trabalho que, quando não se disponibilizam para se qualificar, tenham um rendimento. E aqueles que se disponibilizam para saber mais (…) não tenham uma má repercussão na sua carreira».
Arnaldo Frade reafirmou a disponibilidade do IEFP para reforçar a cooperação com o tecido empresarial. «Disponibilidade do IEFP para receber mais as necessidades das empresas. Fundamental fazermos planeamento daquilo que o sector precisa na região».
O responsável reforçou o papel do IEFP como parceiro das empresas e dos trabalhadores na consolidação do emprego no setor do Turismo no Alentejo, destacando que a eficácia da intermediação depende da articulação estruturada entre todos os intervenientes.















