Pedro Reis, Ministro da Economia, utilizou o Alentejo como exemplo para a economia portuguesa, depois do recurso à «internacionalização» e do «investimento externo».
«Tudo é possível quando há visão, quando há ambição e quando há capacidade de execução. Foi que estes senhores [António Pragana, João Nabeiro e Soumodip Sarkar] fizeram e muitos outros. É o que que o Alentejo mostra claramente ao resto do país e aos nossos mercados», destacou o governante.
Disse que foram estes «visionários e líderes empresariais» que olharam para o interior e «onde outros viam isolamento, eles viram potencial».
O Ministro referiu o «desafio» da atração e fixação de talento como algo que com «grandes projetos, grandes equipas e grande capacidade de articulação com as universidades» pode ser ultrapassado: «Não há fronteiras, nem interior sequer».
Realçou, desta feita, o «investimento externo» como «chave do futuro».
«É a maneira de destruir a muralha que condiciona o interior e que, só nesse momento, é que libertaremos o potencial de crescimento do país», afirmou.
Pedro Reis salientou também a «internacionalização» como aposta favorável para um «crescimento sustentável da nossa economia».
«Temos de a fomentar, ajudar, acelerar para que haja inovação, captação de talento, capitalização das empresas e ganhos de escala», disse.
Assim, acredita que esta é a «melhor maneira de construir uma sociedade equilibrada», também de «acautelar os valores primordiais que são os valores humanistas».
«Acreditamos que o investimento e as empresas, com a comunidade, com o setor público, com o terceiro setor, com a academia, todos alinhados, podemos construir um futuro melhor e resgatar a ambição e esperança para o país como um todo», concluiu o governante.
O Ministro esteve presente na cerimónia de abertura do seminário “Construir o desenvolvimento económico a partir do interior: A atração e a fixação de talento”, que decorreu na Universidade de Évora.















