O Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) lançou um concurso público para a ampliação da Escola Superior de Biociências de Elvas (ESBE).
Um processo que tem um montante base de 5,5 milhões de euros, financiados em um terço do investimento pelo Programa Reginoal, e um prazo de exeucção de 547 dias para intervencionar na antiga escola de Santa Luzia.
Segundo Luís Loures, presidente do IPP, em declarações a’ODigital.pt, trata-se de uma «necessidade que já é sentida há muitos anos», uma vez que a escola original «foi construída e projetada para formar cerca de 200 alunos».
Agora, com mais de 600 matriculados, «tornou-se urgente e fundamental ampliar as instalações», até para que a ESBE possa «albergar até mil estudantes».
«É um investimento a pensar no presente e no futuro», vincou o presidente, dizendo que, «assumimos um compromisso com o município de atingirmos os 800 num prazo relativamente curto».
Assim, Luís Loures explicou que este projeto, quando finalizado, vai concentrar a oferta formativa «ligada aos cursos de formação inicial», uma vez que «são aqueles que efetivamente têm vindo a crescer de forma muito vincada».
«É um investimento muito significativo, mas que vai capacitar a escola para áreas novas e emergentes, como a do desporto e atividade física, uma área nova de produção e transformação de cannabis sativa», complementou ainda.
Áreas estas que «permitem crescer o politécnico», mas também «são áreas que carecem de novos espaços laboratoriais».
Em relação ao financiamento, Luís Loures destacou que «não foi o que esperávamos», para «requalificar um edifício que estava devoluto», e que «coloca sobre o politécnico um peso muito significativo».
Ainda assim, o presidente realçou que «estamos a tentar encontrar outras linhas de financiamento»
«O que é um facto é que temos de fazer aquela infraestrutura, independentemente de onde venha o financiamento», pois «é algo que é fundamental para podermos continuar a afirmar o politécnico».
Já relativamente ao edifício atual, perto de uma das entradas para a parte amuralhada da cidade, «vai continuar a funcionar», mas, depois de concluída a ampliação, «vai ficar essencialmente com formação avançada e pós-graduada e com a investigação».















