O presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo afirmou que a falta de mão de obra continua a ser um desafio estrutural para o setor, sobretudo no interior da região, alertando que a operação turística já depende, em muitos casos, de trabalhadores migrantes.
Em declarações ao podcast “Factos e Conversas”, do Jornal ODigital.pt, José Manuel Santos afirmou que «sem a mão de obra migrante muitos hotéis hoje no Alentejo não funcionavam», referindo que este tema poderá ganhar maior relevância caso se verifiquem impactos das alterações recentes na política migratória.
O responsável explicou que o Alentejo, enquanto território de baixa densidade, tem maior dificuldade em atrair e reter trabalhadores, devido à distância entre serviços e ao reduzido mercado habitacional em alguns concelhos. Embora Évora possa atenuar parte das dificuldades pela proximidade a Lisboa, o problema tende a agravar-se noutras zonas do interior.
José Manuel Santos apontou ainda a habitação como um dos principais obstáculos, considerando que a escassez de oferta habitacional e o custo de vida são fatores que dificultam a fixação de recursos humanos no território.
O presidente da Entidade Regional de Turismo defendeu também que os modelos de gestão de recursos humanos na hotelaria têm de acompanhar a evolução das expectativas dos trabalhadores, com pacotes remuneratórios diferentes dos praticados há uma década, incluindo ajustamentos nos horários, folgas e incentivos.
O responsável sublinhou ainda a importância da formação e da qualificação, defendendo que a integração e capacitação profissional de trabalhadores, incluindo migrantes, é determinante para garantir qualidade do serviço e sustentabilidade do setor turístico na região.















