O presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Pinto de Sá, desafiou, hoje, a uma maior colaboração entre entidades para um maior desenvolvimento das pessoas que habitam no território e assim garantir uma identidade diferenciadora.
Carlos Pinto de Sá falava na sessão de abertura do II Encontro Évora Cidade Educadora, subordinado ao tema “Cidade de paz e oportunidades” que decorre esta quarta-feira no Palácio de D. Manuel.
Este encontro que visa dar a conhecer o trabalho da Câmara Municipal de Évora enquanto município educador e de outras instituições que se têm salientado pela qualidade do seu trabalho, fomentando uma reflexão conjunta sobre o papel dos diversos atores do território para o desenvolvimento das pessoas que o habitam.
Nas palavras proferidas na abertura do II Encontro, Carlos Pinto de Sá, vincou que “a questão da cidade educadora parece-me absolutamente essencial para procurar, tendo problemas novos, encontrar novas respostas, novas formas de podermos de alguma maneira ouvir, preparar, diagnosticar, mas atuar relativamente a este tipo de questões, que são questões diferentes daquelas que tínhamos até agora.”
Para Carlos Pinto de Sá, “a cidade educadora tem um papel essencial na capacidade de pôr um conjunto de instituições e de pessoas a falarem entre si e a colaborar entre si, algo que por vezes não é fácil, pois, em Portugal não temos esta facilidade de ter as instituições e as pessoas a colaborarem entre si e aqui no Alentejo também não e em Évora também não temos isso, apesar de a pouco e pouco vamos melhorando essa capacidade”, acrescentando que “precisamos de ter a capacidade de procurar quais são as matérias onde podemos consensualizar para depois definir objetivos que podemos atingir em conjunto e cada um de nós dar o seu contributo para atingir esse objetivo.”
“A cidade Educadora deve ter um outro papel, a consolidação da identidade, pois hoje arrancam-se as raízes às pessoas, as pessoas têm menos raízes e nós precisamos de dar-lhes alguma identidade e, portanto, precisamos que os nossos jovens percebam de onde é que viemos, a história que temos, qual é a identidade que temos, mas precisamos que quem venha até nós, possa também conhecer e a pouco e pouco ir integrando essa identidade”, disse o autarca.
Segundo o edil, “a questão identitária é absolutamente fundamental para o futuro, pois, é a identidade que nos distingue da globalização, que, digamos, procura homogeneizar, uniformizar tudo e mais alguma coisa e essa identidade é fundamental porque é única, a identidade que temos no Alentejo não se repete noutros pontos do país e do mundo e é por isso que essa potencialidade e pensamento fundamental que possamos utilizar para garantir o nosso desenvolvimento”.
Para os participantes no II Encontro, Carlos Pinto de Sá, desafiou a “apresentarem propostas, ideias, o vosso trabalho, pois, temos muito para fazer pela frente, temos muito para colaborar e certamente, com estes encontros e com esta capacidade, com a mente aberta, teremos mais capacidade não apenas para conhecer os problemas, mas sobretudo para intervir”.















