A entrevista completa a Gilda Matos, técnica ambiental da GESAMB – Gestão Ambiental e de Resíduos, EIM, será publicada esta terça-feira, às 14 horas, no podcast “Factos e Conversas”, do Jornal ODigital.pt.
Ao longo de mais de uma hora de conversa, é feito o balanço da gestão de resíduos no Alentejo Central em 2025 e são apresentadas as principais metas e investimentos previstos para 2026.
Recolha seletiva cresce, mas resíduos indiferenciados continuam elevados
Segundo os dados revelados, a recolha seletiva registou um aumento de 4,3% em 2025, com mais de oito mil toneladas enviadas para reciclagem. O vidro destacou-se com um crescimento de 16%, seguindo-se o plástico e as embalagens de cartão para alimentos líquidos, com uma subida de cerca de 15%.
Apesar da evolução positiva, os resíduos indiferenciados aumentaram 1,6%, ultrapassando as 68 mil toneladas. «Não haver diminuição é o preocupante», afirmou Gilda Matos, sublinhando que a separação na origem continua a ser determinante.
Menos resíduos em aterro e nova célula para 16 anos
Um dos indicadores apresentados como relevante é a redução da quantidade de resíduos depositados em aterro, que em 2025 se fixou em cerca de 38 mil toneladas, o valor mais baixo dos últimos anos.
A responsável confirmou ainda que será construída uma nova célula no aterro da GESAMB, garantindo capacidade para os próximos 16 anos.
Investimento de 13 milhões em novo centro de triagem
Entre os principais projetos para 2026 está a construção de um novo centro de triagem, num investimento de 13 milhões de euros, financiado pelo Alentejo 2030. A infraestrutura permitirá triplicar a capacidade de tratamento de embalagens até 2030, com recurso a tecnologia de identificação ótica e inteligência artificial.
Está igualmente prevista a expansão da recolha porta a porta no setor doméstico, começando por Évora, bem como o reforço da frota com viaturas elétricas.
Têxteis, metas ambientais e papel dos cidadãos
A entrevista aborda ainda a questão dos têxteis, a necessidade de criação de uma entidade gestora nacional para este fluxo de resíduos e os desafios associados ao aumento da produção.
Para Gilda Matos, a mudança depende também do comportamento individual. «O segredo de uma boa gestão de resíduos é a separação logo na nossa casa», afirmou.
A entrevista completa estará disponível esta terça-feira, às 14 horas, no podcast “Factos e Conversas”, nas plataformas habituais do Jornal ODigital.pt.















