Em declarações a’ODigital, a presidente da Delegação Regional do Sul da Ordem dos Psicólogos, Raquel Raimundo, confirmou que a saúde mental é uma das maiores preocupações dos jovens.
Este facto, segundo a presidente, é uma das consequências da pandemia, já que, desde essa altura, «a saúde mental está no top três das maiores preocupações dos adolescentes e jovens no início da idade adulta».
«Os jovens estão a levar com muita seriedade as questões ligadas à sua saúde mental e também querem lutar um pouco mais pelos seus direitos», acrescentou a presidente.
Uma luta que tem sido feita principalmente pelos estudantes do ensino superior, que foram «dos grupos populacionais que mais lutaram para ter serviços de psicologia, justamente no ensino superior».
«Têm exercido também essa pressão nas diversas instituições de ensino superior. Ou através de grupos de estudantes, ou das próprias associações de estudantes», acrescentou.
Algo «curioso, mas que não é inédito», adicionou.
Já em relação de outros níveis de ensino, Raquel Raimundo afirmou que «a parte é semelhante».
Contudo, neste ponto surge outra problemática: «Há uma pressão muito grande junto dos psicólogos escolares para fazerem um trabalho mais clínico que devia estar a ser feito era no SNS».
A presidente revelou também que há um aumento «do nível de perturbação nos últimos anos, também associado à pandemia». Porém, este aumento pode dever-se à redução do estigma.
«Uma das que tem mais aumentado tem sido a ansiedade, mas também há mais pessoas à procura de ajuda», sublinhou.
Para além disso, frisou também que «há cada vez mais homens à procura de ajuda», algo que estava «associado a um estigma de género».
Para concluir, Raquel Raimundo atirou que a procura de ajuda psicológica «é como se precisássemos da ajuda de um dentista, ou de um nutricionista ou de outro profissional».















