No passado dia 8 de janeiro, o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, colocou a possibilidade de descongelar o valor das propinas, no ensino superior.
Na altura referiu que esta ação seria consequência de conclusão de uma avaliação do sistema de ação social, que está a ser desenvolvido pela Universidade Nova, de Lisboa, e que pode permitir um novo sistema.
Desta forma, e com a possibilidade de um novo regime entrar em vigor no dia 1 de janeiro de 2026, Ana Beatriz Calado, presidente da Associação Académica da Universidade de Évora (AAUÉ) vê tudo isto com preocupação.
«Vejo esta possibilidade com preocupação, porque na verdade é que o senhor ministro diz que não vai ser uma barreira à ao ingresso no ensino superior, mas, a meu ver, pode ser», referiu em declarações a’ODigital.
Para além da “barreira” no ingresso, a presidente sublinhou que também poderá ser «no permanecer», já que o que mais dificulta a vida de um estudante não é o valor da propina, mas sim o alojamento».
«Se começamos a aumentar, onde supostamente estávamos descansados, pode causar entraves», acrescentou.
Ainda assim, Ana Beatriz Calado vincou que, caso a medida seja aprovada, «cabe aos conselhos gerais das universidades definirem qual é o valor da propina», reconhecendo que «o objetivo é sempre ir até ao que é possível, porque as universidades também vivem desse financiamento».
Contudo, a presidente frisou que o movimento associativo «está a trabalhar» para «mudar a visão do ministro», vincando que «isto pode ser só um agitar de águas».
«Quero acreditar que não vá para a frente, até porque é algo que mexe sempre com as associações e federações académicas», atirou ainda a presidente.















