O Regimento de Cavalaria N.º 3 (RC3), sedeado em Estremoz, está empenhado, desde 31 de janeiro de 2026, em operações de apoio militar de emergência a populações afetadas pelas cheias e ventos fortes registados nas últimas semanas em várias regiões do país.
A intervenção abrange diferentes concelhos, com equipas e pelotões destacados para ações de desobstrução, apoio logístico e remoção de bens destruídos, com o objetivo de repor as condições normais de vida nas áreas atingidas.
Operações em vários distritos
O empenhamento inicial envolveu quatro equipas de intervenção na região de Ferreira do Zêzere, no distrito de Santarém, para desobstrução de pequenas vias.
Em simultâneo, três pelotões foram mobilizados para o concelho de Leiria, onde asseguraram apoio logístico, nomeadamente na distribuição de alimentação e telhas à população.
No distrito de Portalegre, uma equipa de intervenção atuou naquele concelho, enquanto um pelotão foi destacado para Vila Viçosa, no âmbito da desobstrução de espaços urbanos afetados pelas cheias.
Posteriormente, dois pelotões foram enviados para Alcácer do Sal, onde desenvolveram ações de apoio à população, incluindo a remoção de mobiliário e outros equipamentos destruídos em habitações, espaços comerciais e zonas urbanas.
Coordenação e proximidade às populações
Paralelamente às operações no terreno, o RC3 participou, em conjunto com o Regimento de Transportes do Exército, na coordenação do transporte de materiais de construção e bens alimentares recolhidos pelas Comunidades Intermunicipais do Alto Alentejo (CIMAA) e do Alentejo Central (CIMAC).
Foram ainda lançadas 16 patrulhas na área de responsabilidade do regimento, com o objetivo de reforçar a proximidade do Exército às populações locais. Segundo o RC3, uma parte significativa dessas patrulhas implicou intervenção direta.
Meios empenhados
Até à data, o dispositivo mobilizado pelo Regimento de Cavalaria N.º 3 contabiliza cerca de 900 militares, 150 viaturas e dois autocarros pertencentes aos municípios de Estremoz e Vila Viçosa.
De acordo com a unidade militar, a presença do RC3 foi reconhecida pelas populações locais, no contexto das operações de apoio desenvolvidas após a situação de calamidade provocada pelas condições atmosféricas adversas.
A operação enquadra-se no apoio prestado pelo Exército Português às populações em situação de emergência.




























