A reitora da Universidade de Évora afirmou esta quarta-feira, 22 de abril, que a Escola de Saúde e Desenvolvimento Humano (ESDH) tem registado um crescimento nos últimos cinco anos, destacando o aumento do número de estudantes e a criação de novas formações.
Durante a sessão comemorativa do quinto aniversário da ESDH, Hermínia Vilar referiu que a unidade orgânica “ganhou dimensão” desde a sua criação, sublinhando a expansão da oferta formativa ao nível do primeiro e segundo ciclos.
A responsável apontou, em particular, a criação recente da licenciatura em Ciências Biomédicas e do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas, bem como a evolução da procura por parte dos estudantes e das médias de acesso.
“É feito com muito mais esforço a partir de Évora”
Na intervenção, a reitora destacou o contexto territorial em que a universidade está inserida, referindo que o trabalho desenvolvido na instituição enfrenta desafios acrescidos.
“Quando eu digo que isto é feito a partir de Évora, significa que é feito com muito mais esforço do que se estivéssemos noutro local qualquer do litoral”, afirmou.
Hermínia Vilar considerou que existe uma “descontinuidade” na forma como o território é observado, apontando também a existência de “preconceito” relativamente a instituições localizadas em regiões de baixa densidade.
“A qualidade não está ligada à geografia”
A responsável defendeu que a avaliação das instituições de ensino superior deve centrar-se nos recursos humanos e na atividade desenvolvida.
“A qualidade não está ligada à geografia. A qualidade tem a ver com a qualidade dos nossos recursos humanos”, afirmou, referindo docentes, investigadores, funcionários e estudantes.
A reitora sublinhou ainda a importância da transferência de conhecimento para a sociedade, considerando esse um dos eixos fundamentais da atividade universitária.
Saúde “não se esgota” na Medicina
Na intervenção, Hermínia Vilar abordou também o processo relacionado com a criação de um curso de Medicina na Universidade de Évora, classificando-o como um “percurso” em desenvolvimento.
“A saúde não começa e acaba no curso de medicina. A saúde é muito mais do que isso”, afirmou, apontando a oferta formativa já existente na ESDH e noutras unidades da universidade.
A responsável admitiu que o curso ainda não foi acreditado, mas considerou que existem condições para ultrapassar as questões levantadas pelas entidades competentes.
Apelo ao orgulho na instituição
A terminar, a reitora deixou uma mensagem dirigida à comunidade académica, apelando ao reconhecimento do trabalho desenvolvido na escola e na universidade.
“A primeira coisa que nós temos que ter é orgulho onde estamos, é orgulho na nossa universidade, é orgulho da escola que vocês escolheram”, afirmou.
A intervenção decorreu no âmbito da sessão que assinalou os cinco anos da Escola de Saúde e Desenvolvimento Humano, realizada no Colégio do Espírito Santo, em Évora. Veja aqui a reportagem.















