A Rural Move venceu a 16.ª edição do Prémio Manuel António da Mota 2025. A distinção foi entregue no Porto pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, reconhecendo o trabalho desenvolvido na regeneração social, económica e demográfica de territórios de baixa densidade.
A cerimónia realizou-se no domingo, 24 de novembro, tendo distinguido a Rural Move pelo contributo na criação de iniciativas em zonas rurais. O prémio homenageia o legado de Manuel António da Mota e pretende destacar organizações que promovem soluções de impacto social.
Durante a sessão, João Almeida, presidente da Rural Move, afirmou que «o mundo rural não precisa de pena. Precisa de movimento». O responsável destacou a necessidade de alterar a perceção sobre o interior do país e reforçou que a associação nasceu durante a pandemia para «construir».
A Rural Move integra uma rede com mais de 50 gestores de comunidade, parceiros e iniciativas em mais de 30 territórios. A organização dedicou a distinção a todos os que participam nas ações desenvolvidas.
A presidente do Conselho de Curadores da Fundação Manuel António da Mota, Manuela Eanes, lançou o desafio de levar o trabalho da associação a todo o território nacional.
A Rural Move indicou assumir este objetivo no âmbito do plano estratégico «Rural em Movimento 2030», que prevê o reforço de comunidades rurais, apoio a novos residentes, migrantes e empreendedores, expansão territorial e novos mecanismos de acolhimento e capacitação.
Segundo a associação, cerca de 80% do território nacional acolhe 20% da população. A Rural Move defende que o interior representa uma oportunidade e pretende continuar a criar projetos que aproximem pessoas e reforcem as comunidades locais.















