O Alentejo foi uma das regiões do país com maior crescimento da atividade turística em março de 2026, registando uma subida de 7,2% no número de dormidas, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
De acordo com o destaque “Atividade Turística – Estatísticas Rápidas”, publicado a 30 de abril, o aumento na região foi impulsionado sobretudo pelo mercado externo, com as dormidas de não residentes a crescerem 13,5%, enquanto as de residentes aumentaram 3,9%.
Alentejo entre as regiões com maior crescimento
O Alentejo surge, a par do Norte, como uma das regiões com maior crescimento das dormidas no país. Enquanto o Norte registou um aumento de 8,5%, o Alentejo apresentou uma subida de 7,2%, contrastando com quebras observadas noutras regiões, como o Oeste e Vale do Tejo (-15,7%) e o Centro (-8,1%).
Apesar deste crescimento, o peso da região no total nacional mantém-se inferior às principais áreas turísticas, como a Grande Lisboa e o Algarve, que continuam a concentrar a maioria das dormidas.
Mercado externo impulsiona procura
O desempenho do Alentejo acompanha a tendência nacional, marcada pelo aumento da procura internacional. Em março, as dormidas de não residentes cresceram em todo o país, atingindo 4 milhões, enquanto as de residentes registaram uma redução.
Entre os mercados emissores, destacaram-se os turistas provenientes da Irlanda e de Espanha, que apresentaram os maiores crescimentos.
Estada média aumenta na região
Outro indicador relevante para o Alentejo foi o aumento da estada média, que subiu 4,6%, fixando-se em 1,81 noites. Este foi o maior crescimento entre as regiões do país neste indicador.
A nível nacional, a estada média situou-se em 2,42 noites, refletindo uma ligeira subida face ao período homólogo.
Crescimento nacional sustentado por estrangeiros
No total do país, o setor do alojamento turístico registou 2,3 milhões de hóspedes e 5,6 milhões de dormidas em março, correspondendo a aumentos de 0,9% e 1,4%, respetivamente.
Os proveitos totais atingiram 432,9 milhões de euros, traduzindo um crescimento de 6,6%, enquanto os proveitos de aposento cresceram 5,9%, para 319,2 milhões de euros.
Segundo o INE, os resultados do mês podem ter sido influenciados pela estrutura do calendário, nomeadamente pelos efeitos do Carnaval e da Páscoa.















