O presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo, José Santos, confirmou que o ano de 2024 foi um ano de «excelentes resultados».
Em declarações a’ODigital, o presidente esclareceu que foi «batido o número de dormidas de 2023» e que houve «um crescimento de cerca de 12% nos proveitos», para além de um crescimento de 4,4% «acima da média nacional», até novembro, data dos últimos dados disponíveis.
Desta forma, a região passou a «liderar o crescimento nos proveitos», a nível continental. «Foi um ano muito bom, com um trabalho extraordinário de todos os nossos agentes turísticos», acrescentou.
Apesar do crescimento, José Santos perspetivou que 2025 «será um ano desafiante» em que se pretende «consolidar e manter a quota no mercado nacional», com um «conjunto de eventos muito importantes que vão dar uma grande visibilidade à região».
Como exemplos, o presidente da ERT sublinhou que o Alentejo vai receber o «Encontro dos Profissionais da Associação Portuguesa de Enoturismo em Sines», assim como o «Encontro Nacional da Rede de Estações Náuticas de Portugal». Não esqueceu também que «o Alentejo e Ribatejo vai ser destino convidado da Bolsa de Turismo de Lisboa».
«Energia redobrada para este ano, onde vamos ter mais iniciativas, mais eventos de escala nacional e internacional até ao final do ano», adicionou, dizendo ainda que «o Alentejo é hoje um território claramente de atração de investimento».
O presidente frisou que a região continua a «atrair muitos investidores, com a abertura de mais unidades», mas não esqueceu as «novas» que abriram em 2024, que «trouxeram mais competitividade e mais dinâmica à nossa oferta turística».
«É muito importante que a região se mantenha dinâmica com a abertura de novos hotéis, novas unidades, porque esse é o ‘sal’ que a região precisa para se continuar a promover junto, não só do mercado nacional, mas junto de todos os mercados turísticos», afirmou ainda.
Para além da consolidação no mercado nacional, José Santos sublinhou ainda outro «principal problema, que é a perda de dormidas de turistas espanhóis».
Isto porque, é um mercado que representa cerca de 240 mil dormidas por ano na região e que «até outubro», mostrava uma redução de 6% do número de dormidas.
«É o nosso principal mercado internacional e é a minha maior preocupação. Temos de aumentar o nosso poder de fogo junto desse mercado, trabalhando muito com o mercado transfronteiriço», concluiu o presidente.















