A Universidade de Évora (UÉ) e a Ordem dos Farmacêuticos assinaram esta sexta-feira, dia 3 de maio, um protocolo de colaboração, com o objetivo de partilhar informações e de promover o Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas.
Hermínia Vasconcelos Vilar, Reitora da Instituição, revelou, na sessão de assinatura do protocolo, que esta formalização representa uma continuidade da aposta na saúde: “Continuamos a assumir a área da saúde como área crucial”.
“A formação em Ciências Farmacêuticas tinha, tem e continuará a ter um papel central, porque achámos que nessa complementaridade, vinham exatamente na continuidade dessa estratégia”, complementou a Reitora.
Confessou também que a UÉ está a fazer esforços no “reforço do corpo docente”, assim como na “qualidade da inovação”, já que “está na forja, a abertura de mais concursos para professores, auxiliares e também associados nesta área”, assim como “um grande esforço no equipamento e na criação de laboratórios”.
Estes investimentos não são “para terminar hoje, nem neste ano”, já que “é para continuar e gradualmente, cada vez mais, na senda da qualidade da inovação e na crença de que a saúde é uma área em mutação, inevitavelmente, como toda a ciência o é sempre”.
“Só fazemos se houver esta cooperação com a ordem, para que a saúde seja cada vez mais um bem para todos e à qual todos possam ter acesso de uma forma igualitária, equilibrada e cada vez mais alargada”, atirou ainda Hermínia Vasconcelos Vilar.
A Reitora sublinhou ainda que “nem sempre as ordens são vistas da melhor maneira”, mas que, ainda assim, “esta iniciativa e esta prioridade que o Senhor Bastonário dá à Academia na assinatura destes protocolos é bem representativo de que encara a ordem de uma forma aberta, como uma instituição que no fundo se liga à comunidade”.
Já Hélder Mota Filipe, Bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, revelou que “são momentos como este que solidificam uma relação formal entre a academia e a profissão e são fundamentais para a profissão”.
“Vivemos, neste momento, a era dourada da profissão farmacêutica. Se olharmos para trás, percorrendo a história da farmácia, muito poucos momentos se igualam a este em termos de revolução terapêutica”, destacou o Bastonário.
“É uma responsabilidade também para os profissionais, porque obriga a uma atualização contínua. Isto não se pode fazer sem a academia”, referiu, acrescentando que “uma profissão como a profissão farmacêutica, achar que pode viver sem a academia é uma irresponsabilidade e uma impossibilidade”.
Hélder Mota Filipe admitiu ainda que, para além do protocolo assinado, o Bastonário leva ainda “um conjunto de informação sobre a Universidade de Évora” e que isso vai fazer com que “olhe para a Universidade de Évora e para Évora de outra maneira”. De recordar que o Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas, é um curso recente da universidade, tendo aberto no ano letivo passado e, logo no primeiro ano, teve 243 candidatos.

































