O projeto “Motor Social” e a Câmara Municipal de Vila Viçosa promoveram, este sábado, um Encontro de Empresários intitulado “Café, Negócios & Emprego”.
O evento decorreu no Hotel Solar dos Mascarenhas, em Vila Viçosa, e reuniu cerca de três dezenas de empresários.
Este encontro contou com a participação do presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Inácio Esperança e o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vila Viçosa, Jorge Rosa, bem como da diretora do Centro de Emprego e Formação Profissional de Évora, Paula Caeiro, de Paula Paulino, do Núcleo Empresarial da Região de Évora e de Artur Brito, Câmara Municipal de Vila Viçosa.
Em declarações a’ODigital.pt, Nelson Rebola, coordenador do Projeto Motor Social, “o encontro teve como principal objetivo promover o contacto e a troca de experiências entre empresários/empregadores locais, assim como, sensibilizá-los para uma participação mais ativa na concretização de medidas ativas de emprego e em processos de inserção profissional e social.”
“Os empresários aderiram em massa, tivemos cerca de 30 empresários e tivemos que fechar inscrições porque já não havia lugar para mais, e foi algo que superou todas as expetativas”, frisou Nelson Rebola.
Já o provedor da Misericórdia de Vila Viçosa, Jorge Rosa, explicou que “o Motor Social é um projeto da qual a Misericórdia de Vila Viçosa é promotora, ou seja, somos nós que desenvolvemos o projeto no terreno e este projeto tem várias vertentes, o emprego, da qualificação e hoje estamos aqui a divulgar os vários meios disponíveis para as empresas, ou seja, somos um agente facilitador de apoio às empresas”, acrescentando que “a função do CLDS é apoiar os mais frágeis, orienta-los e qualifica-los, para que eles sejam uteis à sociedade e consigam ter emprego e, assim estamos a ajudar as empresas, porque as empresas estão a precisar de recursos humanos”.
Já sobre a adesão dos empresários à iniciativa, Jorge Rosa congratulou-se dizendo que “foi bom, é sinal que as empresas estão interessadas e é sinal que o CLDS está a fazer bem o seu trabalho na comunidade”.
Para o presidente da Câmara de Vila Viçosa, Inácio Esperança, “este encontro serviu também para a dinamização do nosso tecido comercial e empresarial, mostrar-lhes o quer o município para o futuro, pois, estamos a desenhar uma estratégia para o desenvolvimento comercial e industrial do nosso concelho e que queremos os contributos de todos”
Inácio Esperança adiantou que “a autarquia tem a intenção de criar uma incubadora de empresas para instalar start ups ligadas precisamente às necessidades da indústria e do comércio local”.
Para o autarca, “antigamente quando se dizia que as pessoas não aderiam, era se calhar porque não haviam iniciativas que de alguma forma fossem ao encontro das necessidades e hoje realizou-se e tivemos aqui cerca de 30 empresários e senti que valeu a pena”.
Questionado se atualmente há investidores interessados no concelho de Vila Viçosa, Inácio Esperança disse-nos que “há vários investidores interessados, mais na área do turismo, pois existem três empreendimentos para surgir em Vila Viçosa, espero que surjam os três e que cheguem a bom porto, mas há também investidores na área da habitação e noutros sectores ou seja, existe intenção de investimento neste concelho que é cada vez mais atrativo”.
Também em declarações a’ODigital.pt, a diretora do Centro de Emprego e Formação Profissional de Évora, Paula Caeiro, referiu que “é sempre muito importante reforçar a informação sobre os nossos programas e apoios, pois, há sempre alguma coisa que escapa, mas, acima de tudo, o principal objetivo hoje foi ouvir as empresas e ouvir as pessoas para depois podermos fazer chegar também a quem de direito quais é que são as necessidades do território e das gentes de Vila Viçosa.”
Para Paula Caeiro, atualmente o maior problema das empresas “é a falta de mão de obra, pois, faltam trabalhadores qualificados para ocupar os vários postos de trabalho que existem e por isso muitas questões foram levantadas”, acrescentando que “a solução é trabalharmos em conjunto para tentarmos atrair pessoas para este território e tentarmos captar mão de obra para este território”.
Questionada sobre os apoios que o IEFP disponibiliza às empresas para captarem mão de obra, Paula Caeiro esclareceu que “nós temos incentivos à mobilidade geográfica que são muito importantes, apesar de não serem incentivos de grande montante, mas o IEFP tem a possibilidade de formar as pessoas, de qualificar as pessoas com um nível muito elevado a nível nacional e, portanto, é disponibilizar meios para isso e depois é trabalharmos em conjunto para conseguirmos trazer as pessoas para cá, porque a competência, as condições para o fazer nós temos cá.”















