O Cineteatro Florbela Espanca, em Vila Viçosa, recebe, até dia 13, o 17º Congresso Internacional de Motricidade Humana.
Um evento que pretende «descentralizar-se» dos grandes centros, segundo José Parraça, calipolense e presidente da International Human Motricity Network (IHMN), entidade promotora.
Aos jornalistas, destacou que o conjunto de palestras vai servir para «apresentar os trabalhos que são feitos» com foco na «tecnologia associada ao idoso».
«Vamos ter aqui pessoas do mundo inteiro a apresentar estudos que são desenvolvidos com a índole cada vez mais de hi-tech, aplicado ao corpo humano e às questões fisiológicas», acrescentou o presidente.
Como «grande objetivo» do congresso, José Parraça sublinhou que é que «cada um de nós tenha mais conhecimento para a aplicação deste tipo de ferramentas e que os trabalhos aqui apresentados sejam replicáveis para os quatro cantos do mundo».
«O que é exposto aqui é para que todos fazerem, caso considerem que é adequado para a população que trabalham», afirmou, exemplificando que «um trabalho apresentado aqui pode ser benéfico nos Estados Unidos, mas nem tanto na Colômbia ou em Portugal, mas também pode ser um caso de sucesso em Espanha».
Na mesma onda esteve Inácio Esperança, presidente do município, afirmando que este evento é «uma troca de experiências de quase metade dos países do mundo».
«Boas práticas para, no fundo, chegarmos a uma prática comum, selecionada a partir das melhores, para conseguirmos obter os melhores resultados», adicionou.
Já João Nabais, vice-reitor da Universidade de Évora, sublinhou que este momento é «importante para a academia, mas também para a região, para o país e para o mundo».
«O facto de ser em Vila Viçosa é também muito sintomático daquilo que é esta rede, porque são zonas mais desfavorecidas, que não têm acesso a tecnologias e que não têm acesso à prática da atividade física», frisou.
Vincou ainda que o tema central «merece toda a reflexão» e que os debates são «algo que depois vai ser aplicado na prática nas populações», dizendo ainda que «a reflexão vai sempre levar a atividades e iniciativas práticas que melhorem a vida das populações».
Este é um evento que surgiu ao abrigo de um programa do INTERREG que a Universidade de Évora, a Universidade de Extremadura e o Ayuntamiento de Extremadura ganharam «para o desenvolvimento de ações de descentralização dos centros urbanos principais regionais para o interior», de acordo com o presidente do IHMN.
Contou com um financiamento de 400 mil euros e que pretende também ser investido em atividades em Vila Viçosa, Valência de Alcântara e Brozas (Cáceres, Espanha).
De seguida, fique com a foto-reportagem de Hugo Calado da abertura do congresso.


























