O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, esteve presente, em Vila Viçosa, nas Comemorações do 50º Aniversário do Estado-Maior-General das Forças Armadas e Evocação do Condestável Nuno Álvares Pereira.
No seu discurso, exaltou o papel das Forças Armadas ao longo dos séculos de História portuguesa, pois o país «é obra de soldados, das Forças Armadas, desde a Independência à Restauração, até aos nossos tempos».
«Esta é uma ocasião simbólica única do passado, do presente e do futuro, de gratidão de Portugal relativamente às suas forças armadas», destacou Marcelo Rebelo de Sousa, acrescentando que «sem vós [Forças Armadas], a portugalidade não existia».
Uma «conjugação dos três ramos», que junta o passado, o presente e o futuro, «respeitando as suas histórias e idiossincrasias».
«A nossa história é feita de décadas de luta pela independência, por todos os tipos de independência. Décadas convertidas em séculos», sublinhou o Presidente da República.
Em relação ao passado, frisou que o papel da «Família de Bragança», forte presença em Vila Viçosa, teve «um papel fundamental na Restauração de Portugal».
«Aqui esteve uma corte. Portugal estava sob domínio estrangeiro e havia uma corte em Lisboa, mas aqui havia a corte portuguesa», adicionou, dizendo ainda que «daqui, deste palácio, saiu o futuro Rei D. João IV. De uma daquelas janelas, lhe acenou a futura rainha, quando ele partiu para a gesta da Restauração. Foram décadas».
No presente, «as Forças Armadas existem para defender Portugal, a independência, a soberania, a integridade do território, os valores da democracia, da liberdade e do Estado do Direito».

Nas comemorações, o Presidente da República condecorou também o estandarte das Forças Armadas com o título de Membro-Honorário da Ordem Militar da Torre e Espada, de Valor, Lealdade e Mérito, que «vale por aquilo que deve representar».
«Há muitas outras ordens fundamentais, mas este título representa um compromisso nacional, com todos os que detêm responsabilidades políticas no nosso país, o que têm no presente e os que terão no futuro de tudo fazerem para que as nossas forças armadas vejam que esse reconhecimento é merecimento traduzido em obras», esclareceu.
Uma condecoração que teve como princípio condecorar «todas as Forças Armadas portuguesas», num momento «crucial da nossa História», mas também «da História da Europa, da comunidade que fala português e da História do Mundo».
Neste contexto, Marcelo Rebelo de Sousa reforçou o papel dos portugueses, porque «cumprimos a palavra, na NATO, nas Nações Unidas e em todas as organizações internacionais».
«É nestes momentos que se testa a lealdade aos valores, aos princípios e aos compromissos. Não mudamos de acordo com as conjunturas e não trocamos valores», adicionou, afirmando ainda que «reafirmamos nas Nações Unidas e em todas as organizações internacionais».
«Queremos que este Portugal continue a ser o nosso Portugal. Obra de solados, das Forças Armadas e de todos nós», concluiu.















