Esta quinta-feira, a greve dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alentejo Central superou os 90% de adesão.
Em causa está a progressão na carreira e a atribuição de 1,5 pontos com base na avaliação de desempenho que não estará a ser aplicada pela instituição, o que afetará o posicionamento remuneratório dos profissionais.
Ainda assim, um balanço «muito positivo», segundo Fernando Zorro, vice-presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica, em declarações a’ODigital.
«A greve ultrapassou os 90%, mas há trabalhadores que não puderam estar presentes, porque estavam a cumprir serviços mínimos», destacou o vice-presidente, acrescentando que esta era uma adesão «esperada».
«Os trabalhadores mostraram-nos ao longo do tempo o seu descontentamento com a posição da ULS do Alentejo Central», explanou.
Revelou que foi tentada uma negociação, mas que a ULS «teima em não respeitar este grupo de trabalhadores», já que «não cumpre aquilo que está muitas vezes na lei».
Assegurando que apenas lutam pela «mínimo», Fernando Zorro referiu também que «não há margem para negociar» e que a ULS «só tem de cumprir».
«Isto prende-se a um decreto-lei de 1999, onde diz que a avaliação destes profissionais é uma avaliação válida e os tribunais vieram dar razão que é esse 1,5 ponto», complementou, dizendo ainda que «já há acórdãos no Tribunal Administrativo do Norte e no Tribunal Administrativo do Sul neste sentido».
No entanto, o vice-presidente admitiu que considera que unidade de saúde se vai «refugiar», porque «ainda não teve sentenças a dizer tem de comunicar os pontos».
«Todas as ULS mais próximas já assumiram que era 1,5 pontos o resultado desta avaliação, deixando o Alentejo Central isolado nesta posição», frisou ainda.
Fernando Zorro atirou também as “culpas” ao Governo, pela «falta de posição» nesta temática, já que «em última instância, é quem tem de decidir e já deveria ter decidido, à semelhança do que fez com outras carreiras».
Como ainda não houve pronunciamento do Governo, «a ULS vai resguardar-se numa posição que cumpre quando o governo disser para cumprir», concluiu.















