A cidade de Borba conta, a partir desta quinta-feira, com uma Casa de Acolhimento Temporário para situações de «catástrofe ou de necessidade social».
Aos jornalistas, Sofia Dias, vereadora da Câmara Municipal borbense, afirmou que a casa pretende ser de acolhimento temporário, «como o nome indica», mas «não nos moldes que habitualmente estamos habituados».
«É uma casa para situações pontuais e situações realmente emergentes, em que as pessoas precisem de estar a pernoitar, dependendo das situações», acrescentou.
Foi uma lacuna sentida pelo município na «falta de resposta na área da habitação» em que «depois de algumas situações que resolvemos mediantes o aluguer de um quarto numa residencial».
«Percebemos que, se tivéssemos um quarto disponível, conseguíamos mais rapidamente, com melhor conforto e também com alguma independência para a própria pessoa, resolver a situação no imediato e de forma mais simples», sublinhou a vereadora.
Esta casa, que «serve para todas as pessoas», está aberta já «hoje» e que pode ser «fundamental para fazer face a alguns problemas que podem vir a surgir».
«Há bem pouco tempo tivemos aqui uma situação de cheias e, se alguma pessoa precisasse de pernoitar num local para limpeza de habitação, esta é uma casa que também serve esse propósito», destacou Sofia Dias.
De forma a poder usufruir deste equipamento municipal terá de ser o próprio cidadão a fazer o «pedido de abrigo». Depois a Câmara terá «conhecimento imediato» da situação.
«Qualquer situação ou necessidade que surja, o município é logo a primeira pessoa a ser contactada e está aqui a resposta disponível», realçou a vereadora.
A casa é composta por dois quartos, um deles com berço, e quatro camas individuais, uma zona de entrada, «onde vai ficar a funcionar o projeto ‘Radar Social’» e uma zona de copa e cozinha. Para além das zonas comuns: «Já têm as condições necessárias para acolhermos pessoas que dela necessitem».
No entanto, falta ainda «finalizar as normas de funcionamento interno», para evitar «contrariedades, situações menos agradáveis e também para estar tudo devidamente regulamentado».
Em relação à parceria com o projeto “Radar Social”, Sofia Dias vincou que há uma «articulação entre as entidades», já que «temos promovido bastante o trabalho em rede no concelho».
Este foi um investimento de 134 mil euros, sendo que 114 mil foram financiados pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).
Fique com a reportagem fotográfica da inauguração.





















































