O concelho de Redondo tem vindo a afirmar-se como um destino turístico de referência, combinando património, natureza, enoturismo e cultura. Durante a Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), o Presidente da Câmara Municipal, David Galego, destacou o crescimento da atratividade turística do território e os investimentos que estão a impulsionar o setor.
«Não há memória de Redondo ter a capacidade de atratividade que tem hoje», afirmou o autarca, referindo-se à dinâmica que o concelho tem criado para captar visitantes. «Estamos aqui hoje a apresentar as Ruas Floridas, que são um pilar fundamental do nosso território em termos turísticos e culturais, mas Redondo é muito mais do que isso».
A Serra d’Ossa tem sido um dos grandes focos de investimento pós-pandemia, tornando-se um destino privilegiado para o turismo de natureza. «Redondo não é por acaso Prémio Cinco Estrelas da Serra d’Ossa em 2023 e 2024. Houve uma aposta tremenda para tornar aquele território num local de visitação e atratividade», destacou.
Além da natureza, o enoturismo tem ganho peso na estratégia municipal, através do programa Redondo Wine Land e da designação de Capital do Vinho da Serra d’Ossa 2025. «O território é hoje reconhecido como um local de grande atratividade», afirmou David Galego, reforçando que o turismo do concelho se alicerça também na gastronomia, na cultura e no património.
«Temos eventos como o Encontro Literário “Palavras ao Vento”, que hoje é extremamente reconhecido a nível nacional, com presenças incontornáveis como Pedro Chagas Freitas, Francisco Moita Flores e Ricardo Araújo Pereira. Aliado a isso, temos as nossas iniciativas gastronómicas, que valorizam a tradição do barro e pratos típicos como o cozido em lume de chão e o gaspacho do alguidar», destacou.
A crescente notoriedade de Redondo tem atraído investidores, levando a um aumento da oferta turística. «Hoje, além da dinâmica da Serra d’Ossa e do enoturismo, há investimento turístico a acontecer no concelho, e isso não acontece apenas porque Redondo é uma terra bonita. Acontece porque temos políticas públicas que tornam o território atrativo e sustentável», afirmou David Galego.
Entre os projetos em curso, o presidente da câmara destacou três investimentos de grande dimensão:
- Herdade da Palheta – Um projeto hoteleiro e de enoturismo com um investimento superior a 100 milhões de euros.
- Herdade do Freixo – Projeto já aprovado, atualmente na fase de licenciamento.
- Requalificação dos antigos silos no centro da vila – Uma iniciativa que está a ser ultimada para dar um novo uso ao espaço.
Além dos grandes investimentos, o concelho tem assistido a uma crescente recuperação do património urbanístico para alojamento local. «Este trabalho não se traduz apenas na reabilitação dos edifícios, mas também na criação de novas unidades de alojamento, garantindo que Redondo tenha capacidade para acolher os turistas que nos procuram», referiu o autarca.
A restauração tem sido um dos setores mais beneficiados pelo crescimento do turismo no concelho. Segundo David Galego, a dinâmica criada pelos grandes eventos tem um impacto direto na economia local.
«Quando fizemos o investimento público de 400 mil euros nas últimas Ruas Floridas, isso gerou um retorno imediato de 2 milhões de euros para a economia do concelho», revelou. O autarca destacou ainda que cerca de 150 mil visitantes passaram pelo evento, gastando em média 12 a 15 euros no comércio e restauração local.
«A restauração é um dos primeiros setores a beneficiar desta dinâmica. Este retorno financeiro permite que os estabelecimentos reforcem a sua sustentabilidade e invistam na melhoria da sua oferta», explicou.
Para David Galego, a estratégia de valorização turística tem sido bem-sucedida, consolidando Redondo como um destino de referência. «Hoje, Redondo é uma marca incontornável a nível nacional, e isso deixa-nos um orgulho enorme», concluiu.





































