O Lar de Santa Beatriz, em Campo Maior, ganhou mais 10 camas, após um processo que durou cerca de três anos.
Esta ampliação foi inaugurada esta segunda-feira, com a presença da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria Ramalho, num investimento de cerca de 1,8 milhões de euros (270 pagos pelo município), financiados em parte pelo programa Alentejo 2020.
Para Luís Machado, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior, este é um «dia muito feliz» para a vila, depois de «muitas vicissitudes».
«Com Covid pelo meio, com programas que o dinheiro não chegava, mas depois se iam buscar mais umas migalhinhas, lá conseguimos fazer esta obra», destacou.
Desta forma, são mais 10 vagas que representam «muito», sendo uma «grande mais-valia», de um «sonho tornado realidade» e de algo que «tenho o prazer que perdure para sempre na vila».
À ministra, Luís Machado vincou a «precariedade em que vivem este tipo de instituições» e que estas «não querem ganhar dinheiro»: «É para as pessoas que trabalhamos».
«Entre o dinheiro que o Estado nos dá e o dinheiro das reformas que, concretamente no interior são baixíssimas, não chega para pagar o custo da mensalidade de um utente em lar ou centro de dia, seja aquilo que for», afirmou.
Algo que «tem de ser olhado com seriedade», até porque «nem portugueses vamos tendo para trabalhar nestas instituições».
Já Luís Rosinha, presidente do município, sublinhou o «processo delicado», já o projeto foi «praticamente» partido em dois, «entre aquilo que foi a remodelação e tudo aquilo que foi depois a posterior eficiência energética do espaço».
Contudo, «é um dia para estarmos satisfeitos e pensarmos já naquilo que possa ser o próximo objetivo», nomeadamente «aquilo que possa vir a continuar a ser um trabalho social que temos feito junto de todas as IPSS».
«Acho que com sucesso temos tentado apoiar todos, cada um com a sua missão», acrescentou, dizendo ainda que «nós sempre na parte que nos toca que é tentar apoiar, seja por meios técnicos, que muitas vezes nem sequer são questões financeiras».
O autarca frisou também que a ministra «leva um verdadeiro caderno de encargos», na tentativa de «chegar aos nossos governantes e deixar a nota daquilo que é o sentimento real do contacto direto das instituições que estão no terreno».
De seguida, fique com a foto-reportagem da inauguração da ampliação.






























































