O primeiro-ministro, Luís Montenegro, visitou esta quinta-feira a fábrica Novadelta, em Campo Maior, onde foi apresentado o investimento superior a 20 milhões de euros do Grupo Nabeiro–Delta Cafés, numa altura em que a empresa entra no Top 20 mundial das marcas de café.
A visita incluiu um percurso pelas instalações industriais, onde foram apresentados os novos equipamentos e infraestruturas resultantes de um projeto iniciado em 2019, que visa reforçar a capacidade produtiva e sustentar a expansão internacional do grupo.
Investimento duplica capacidade produtiva
O investimento permite duplicar a capacidade da fábrica, que passa de cerca de 100 para 200 toneladas de café por dia.
“A nossa fábrica precisava de ser requalificada e preparada para estes desafios, porque não basta dizer que temos uma ambição de crescimento e depois não termos a capacidade para o fazer”, afirmou o CEO, Rui Miguel Nabeiro aos jornalistas.
“Passámos de uma capacidade de 100 toneladas por dia, para 200 toneladas por dia. Isto fez-se através de eficiência e também com software diferente que nos permite uma dinâmica distinta”, acrescentou.
Entrada no Top 20 mundial
O reforço da capacidade produtiva surge num contexto de crescimento internacional, com o grupo a entrar no Top 20 mundial das marcas de café, depois de ocupar a 22.ª posição há dois anos.
“Há dois anos ocupávamos a 22.ª posição. Agora já é a ‘Liga dos Melhores’”, referiu Rui Miguel Nabeiro.
A meta passa agora pela entrada no Top 10 global. “A previsão é igual à ambição, são 15 anos. É isso que nós ambicionamos, mas um passo de cada vez.”
Europa no centro da expansão
A estratégia de crescimento passa pelo reforço da presença na Europa, com aposta em novos mercados.
“Queremos ir esticando aquilo que é a nossa cobertura para o Leste europeu e continuando a focar-nos, nesta fase, na Europa”, afirmou o CEO.
Atualmente, cerca de 35% da faturação do grupo resulta de mercados externos, com presença em mais de 50 países.
Inovação e identidade no crescimento
A inovação é apontada como um dos eixos da estratégia da empresa.
“A Delta não compete nunca por ser o mais barato. Compete por trazer inovação e valor acrescentado aos seus clientes e consumidores”, sublinhou Rui Miguel Nabeiro.
O responsável destacou ainda o desafio de manter a identidade da empresa na expansão internacional: “É desafiante levar este ADN para uma geografia nova sem perder a identidade”.
Visita do primeiro-ministro
A presença do primeiro-ministro em Campo Maior enquadrou-se na apresentação do investimento e no acompanhamento do impacto industrial e económico do projeto, numa unidade que se afirma como a maior torrefatora da Península Ibérica.
Com sede em Campo Maior e mais de 4.000 trabalhadores, o Grupo Nabeiro–Delta Cafés mantém uma estratégia de crescimento assente na modernização industrial e na expansão internacional.


















































































































































