O dia 1 de janeiro de 2025 marcou o início de um novo ano, mas também um aumento superior a 2% nas portagens na A6 e na A2.
Aumento este que surge num momento em que foram abolidas portagens em vários pontos do país.
Desta forma, Rui Espada, presidente do Núcleo Empresarial da Região de Évora (NERE), destacou a’ODigital que o agora superior custo para as carteiras dos utilizadores das referidas autoestradas é também «chato» para as empresas.
«Na nossa região vamos apanhar com portagens mais caras e vamos ter de nos adaptar a estas situações que de nada bom trazem», sublinhou.
Uma medida que poderá «transportar um aumento para o consumidor», pelo que as empresas «não têm outra hipótese de se sustentar».
«Começa a ser tudo muito mais caro e olhamos para a nossa vizinha Espanha e já ninguém paga portagens. Eles conseguem e nós não conseguimos», afirmou Rui Espada.
Questionada acerca de uma solução fiscal que ultrapassasse esta medida, o presidente foi perentório: «O benefício era não aumentar a portagem».
«Era mais fácil não aumentar do que estar a tentar dar benefícios de outras formas», acrescentou, dando o exemplo do combustível, onde as «taxas são elevadíssimas e hoje baixa um cêntimo e para a semana aumenta quatro».
Andando «sempre em situações adversas», numa região onde o tecido empresarial «é mais pequeno» comparativamente com o litoral, o presidente não prevê «um ano sorridente».
«Pessoalmente, não acho que isso vá acontecer. Para nós é mais difícil conseguirmos competir com as grandes cidades», sublinhou.
Rui Espada frisou que esta situação poderá tornar-se numa “bola de neve”, já que «quanto mais custos, impostos, taxas, portagens para complicar a vida aos empresários, mais empresas fecham».
Por consequência, «aumenta a taxa de desemprego e arranjamos mais um problema para o Governo», que, segundo o presidente, «muitas vezes, não olham para a situação assim».
Recordando que o Alentejo «é um terço do território nacional» e que «estamos num ponto estratégico para chegar à Europa», o presidente do NERE vincou que o Governo «salta sempre de Lisboa para o Algarve» e que «se esquece» da região.















