A Fundação GIMM, a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC) e a Universidade de Évora assinaram esta terça-feira um memorando de entendimento para lançar as bases para uma nova Unidade de Investigação Clínica em Évora.
Fausto Lopo de Carvalho, administrador executivo da Fundação, sublinhou que esta é uma aposta de “descentralização” e assume a ambição de criar um “centro de excelência” que se torne “um dos pilares” da instituição.
O administrador enquadrou o projeto num esforço europeu maior, uma vez que “nasce de um grande consórcio europeu”. A iniciativa está no âmbito do programa GIMM CARE e tem financiamento do Teaming for Excellence, da Comissão Europeia.
“Passar as moléculas para as pessoas”
Fausto Lopo de Carvalho defendeu que a investigação tem de chegar ao doente, pois “precisamos passar as moléculas para as pessoas”, disse e lembrou que “as pessoas estão em tratamento estão nos hospitais”.
É por isso que a ligação ao novo Hospital Universitário de Évora é vista como fundamental, sendo que o memorando prevê um polo de investigação clínica que deverá integrar, no futuro, o novo hospital.
A Fundação GIMM apresenta-se como um instituto de investigação científica. E diz querer aproximar a investigação da prática clínica, com um modelo “sustentável e escalável” para outras unidades do SNS.
Porque Évora?
O administrador executivo apontou várias razões para a escolha de Évora, sendo que primeira é a dimensão do projeto hospitalar: “É um hospital central que vai servir o sul do país”.
Há também uma lógica de oportunidade, pois “podemos ajudar no desenho da criação da investigação clínica numa altura em que ainda podemos fazer isso”, explicou. A ideia passa por desenhar processos de raiz e incorporar experiência internacional de iniciativas semelhantes.
Outra razão é clínica. O adminsitrador destacou a “diversidade” de patologias que se espera encontrar na região e considera que isso pode abrir novas linhas de investigação com impacto direto nos cuidados.
Fausto Lopo de Carvalho alertou ainda para a competição internacional e defendeu que Portugal precisa de “escala” para captar ensaios clínicos, avisando que “se não tivermos um país em que as organizações têm escala, estaremos sempre na cauda”..
Oncologia e coração entre as áreas em cima da mesa
O administrador avançou que as especialidades ainda terão de ser definidas, mas antecipou duas “áreas de foco”, sendo uma delas a área da oncologia, uma vez que “as doenças oncológicas são predominantes no mundo e há muita investigação a fazer”.
A segunda é a área cardíaca. Fausto Lopo de Carvalho apontou que já existe um “centro de excelência” no Hospital de Évora e quer aproveitar essa base para crescer.
Quando arranca?
A operação começa a ser planeada “já”, ao nível da “instalação hospitalar”, mas o calendário está condicionado “com o período da obra, que não conseguimos controlar”.
O objetivo é garantir condições desde o primeiro dia, pois “gostaríamos de garantir que quando o hospital estivesse em funcionamento, tivéssemos uma ala dedicada”.
Formação e retenção de talento no SNS
Questionado acerca da possibilidade de um curso de medicina na Universidade de Évora, Fausto Lopo de Carvalho vincou que “a nossa missão é formar profissionais de saúde e com essa formação beneficiámos as vidas das pessoas” e que “achamos fantástico, se essa missão ajudar ao estabelecimento de novas universidades que queiram criar centros de excelência”.
De seguida, fique com as imagens da assinatura do memorando.
















































