A valorização da laranja de Pardais, o papel dos produtores e a ligação ao território marcaram a sessão de abertura do colóquio “O Caminho do Reconhecimento”, que decorreu em Vila Viçosa.
A presidente da Confraria da Laranja de Pardais, Engenheira Andreia Esturrica, destacou que a associação nasceu com uma preocupação clara com os agricultores, afirmando que “os produtores são o coração da terra, os guardiões do saber agrícola”.
A responsável sublinhou ainda o peso simbólico e económico do produto, referindo que “a laranja não é apenas um fruto, é identidade, tradição, economia, passado, presente e futuro”.
Produtores e sustentabilidade no centro da estratégia
Na sua intervenção, Andreia Esturrica apontou como prioridade o reforço do reconhecimento da laranja de Pardais, defendendo uma abordagem integrada à sustentabilidade.
“Queremos contribuir para que este produto alcance o reconhecimento que merece”, afirmou, acrescentando que esse caminho passa por estudar a produção e criar novas oportunidades para o setor.
A presidente destacou ainda a necessidade de atuar nos três pilares da sustentabilidade, ambiental, social e económico, e de “criar novas oportunidades de transformação, novos mercados de escoamento e maior riqueza económica para a atividade local”.
Município associa produto local à candidatura à UNESCO
Já o vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Tiago Salgueiro, enquadrou a iniciativa na estratégia de valorização do território, afirmando que “falar de Pardais é falar de Vila Viçosa, é falar sobre a laranja e sobre este produto endógeno”.
O autarca destacou ainda a ligação entre os produtos locais e a candidatura a Património Mundial, referindo que esta “não remete somente para o património edificado, mas também para a história, as comunidades, as pessoas e os seus produtos”.
Dinâmica local como fator de valorização
Tiago Salgueiro sublinhou a importância das iniciativas da sociedade civil, considerando que estas terão impacto na avaliação internacional.
“Temos que valorizar estas iniciativas que partem da sociedade civil, porque isso vai ser também avaliado pela UNESCO”, afirmou.
O vice-presidente deixou ainda um apelo à mobilização coletiva, defendendo que “é importante que todos possamos estar unidos nesse objetivo”.
Apelo à cooperação e ao desenvolvimento local
A sessão de abertura ficou marcada por um apelo à articulação entre produtores, instituições e entidades públicas.
A presidente da confraria defendeu que o objetivo passa por “valorizar o que é nosso, estudar, promover e projetar este produto”, com vista a transformar a atividade agrícola “num verdadeiro motor de desenvolvimento local”.
Já o município reforçou o compromisso com o setor, destacando o apoio a iniciativas e projetos ligados à valorização dos produtos tradicionais e à certificação.





























































