A Feira da Vinha e do Vinho de Amareleja, no concelho de Moura, arrancou com a sua 22ª edição ao final da tarde desta sexta-feira, dia 5 de dezembro, com natural foco no vinho da talha e com ambição de crescer no próximo ano.
Álvaro Azedo, presidente da Câmara de Moura, sublinhou o peso histórico do evento e aponta 2026 como um ano decisivo para os produtores, quando o Baixo Alentejo será Cidade Europeia do Vinho.
“São 22 anos a marcar a importância de uma tradição”, afirmou o autarca, referindo a ligação da Amareleja “à terra e à vinha” e ao carácter “único” da comunidade.
Para o autarca, chegar a esta meta traz orgulho, mas também “um sentido de responsabilidade”, defendendo que a identidade do vinho de talha “não deve ser só preservada, mas também deve extravasar os limites das nossas fronteiras”
Produtores, gastronomia e oportunidades de negócio
O presidente destacou que “aquilo que temos vindo a fazer é apoiar os nossos produtores, levar os nossos produtores para além das fronteiras”, frisou, vincando ainda a relevância da “simbiose entre a gastronomia da nossa região e a produção do vinho de talha”, que deve ser “incentivada”.
Álvaro Azedo lembrou que a feira não vive apenas de memória e cultura, pois “é também uma feira onde a oportunidade de negócio é importante.”
Segundo o autarca, o certame é uma montra anual para reforçar vendas e relações comerciais, uma vez que “os nossos produtores fazem também deste momento um momento em que abrem portas a novos clientes”, explicou.
Uma dinâmica que deixa o autarca “sempre satisfeito”, quando os produtores “me dizem que o vinho sai todo, que está todo no mercado”.
A fidelidade do público é, para Álvaro Azedo, um sinal claro de confiança: “Têm clientes que se têm vindo a perpetuar em 10, 15, 20 anose e essa fidelidade é também um símbolo da qualidade do trabalho que eles fazem”.
Cerca de 11 produtores com expectativas altas
A edição deste ano conta com “cerca de 11 produtores”, número que o autarca considera sólido, pois “temos qualidade, também temos quantidade e temos boas expectativas”, referiu.
O ambiente, garantiu, é de optimismo, com as “expectativas sempre positivas”. O presidente sublinhou que vê “as pessoas muito entusiasmadas e com uma atitude muito positiva”.
Amareleja quer reforçar presença em 2026
Com a aproximação da Cidade Europeia do Vinho, em 2026, Álvaro Azedo vincou que será o “ano grande para os nossos produtores” e “a Amareleja está lá, com uma presença forte, marcante, identitária.”
O autarca adiantou que a programação de 2026 será construída com a “importância dos produtores”, sem avançar detalhes. No entando, destacou que o concelho terá relevo, nomeadamente com “um reforço da importância do Moura Wine, há uma programação que há de ser apresentada a seu tempo, mas Moura vai ter uma presença importante”.
Junta de Freguesia quer atrair mais adegas e regiões
Já Tiago Baptista, presidente da Junta de Freguesia de Amareleja, vincou que o certame é “um marco importante” que “dá visibilidade aos produtores, ao vinho e aos produtos regionais”.
O presidente lembrou que “ainda há adegas que fazem questão que o vinho seja produzido nas talhas”, mesmo que “haja algumas mais industrializadas”.
Para 2026, e com a chancela europeia, a freguesia quer “trazer mais produtores de vinho”, considerando que há margem para crescer com produtores de regiões próximas: “Temos alguns, mas poderíamos ter muitos mais, com produtores da zona de Reguengos de Monsaraz, de Redondo e de Pias e o ano que vem é o ano ideal para que isso aconteça”.
De seguida, fique com as imagens da abertura da Feira da Vinha e do Vinho, em Amareleja.


































































































































































