O preço da habitação em Portugal voltou a subir no final de 2025, com impacto também nas sub-regiões do Alentejo, onde os valores continuam a crescer, ainda que abaixo das zonas mais valorizadas do país.
De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o preço mediano nacional fixou-se em 2.198 euros por metro quadrado no quarto trimestre de 2025, representando uma subida de 17,5% face ao mesmo período de 2024.
Alentejo com valores abaixo da média, mas em crescimento
No Alentejo, os preços mantêm-se abaixo da média nacional, mas com evolução positiva. No quarto trimestre de 2025, o Alentejo Central registou um valor mediano de 1.514 euros por metro quadrado, enquanto o Alentejo Litoral atingiu 2.077 euros por metro quadrado.
Já o Baixo Alentejo apresentou valores inferiores, situando-se em 1.046 euros por metro quadrado.
Os dados evidenciam uma diferença entre sub-regiões, com o litoral a aproximar-se da média nacional, enquanto o interior mantém níveis mais baixos.
Alentejo Litoral destaca-se no contexto nacional
Entre as sub-regiões do Alentejo, o Alentejo Litoral assume destaque por apresentar valores mais elevados e dinâmicas distintas.
Segundo o INE, esta foi a única sub-região do país onde o preço mediano das habitações adquiridas por outros setores institucionais superou o das adquiridas por famílias.
Este indicador aponta para uma maior presença de investimento institucional no mercado imobiliário desta zona.
Tendência nacional reflete-se na região
A nível nacional, os preços da habitação aumentaram em 24 das 26 sub-regiões NUTS III, confirmando uma tendência generalizada de subida.
No entanto, o número de transações registou uma diminuição de 5,3% face ao período homólogo, o que indica uma desaceleração na atividade do mercado, apesar da valorização dos imóveis.
Diferença face às regiões mais valorizadas mantém-se
Apesar do crescimento, o Alentejo continua distante das regiões com preços mais elevados, como a Grande Lisboa, onde os valores ultrapassam os 3.500 euros por metro quadrado, ou o Algarve, acima dos 3.000 euros.
Ainda assim, a evolução registada no final de 2025 confirma uma tendência de valorização progressiva também no território alentejano, em linha com o comportamento nacional do mercado imobiliário.















