Os prejuízos provocados pelo mau tempo do mês passado na Praia do Alamal, no concelho de Gavião, ultrapassam os dois milhões de euros nas infraestruturas públicas de apoio ao turismo. A estimativa foi avançada esta quinta-feira, 12 de março, durante uma visita ao local do secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado.
A deslocação contou também com a presença do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo e do presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo.
Levantamento aponta para danos em infraestruturas e projetos turísticos
Segundo José Santos, presidente da ERT do Alentejo, foi feito um levantamento preliminar dos danos que aponta para prejuízos significativos tanto em infraestruturas públicas como em projetos turísticos instalados na zona.
“Há um levantamento feito cerca de 300 mil euros de danos e prejuízos em três projetos turísticos da Praia do Alamal, ou que estão no entorno”, afirmou.
Já no que diz respeito às infraestruturas públicas de apoio ao turismo, o valor estimado é substancialmente superior. “Um valor de prejuízos de cerca de dois milhões de euros naquilo que é a infraestrutura pública de apoio ao turismo. Falamos na rede Percursos pedestre, nos passadiços, na própria praia”, acrescentou.
Praia do Alamal considerada central para o turismo em Gavião
José Santos sublinhou que a situação levanta preocupações devido ao peso turístico da praia fluvial para o concelho e para a região. “O Alamal é o coração turístico de Gavião. É dos principais pontos turísticos do Alentejo. Há muita gente que, a partir do Alamal, vem à região, mais no verão”, referiu.
O responsável destacou também as dificuldades enfrentadas por dois projetos turísticos que deixaram de funcionar na sequência dos danos provocados pelo mau tempo.
“Há duas empresas que deixaram de receber, nomeadamente a pousada e o restaurante da praia. Não estão a trabalhar, não estão a receber dinheiro, estão a tentar colocar os seus trabalhadores em lay-off”, disse.
Perante esta situação, José Santos defendeu a necessidade de acelerar a recuperação das condições de funcionamento da zona. “Temos de ser muito rápidos para criar condições para que a operação comercial destas empresas retome rapidamente, sob pena de as empresas atravessarem ainda mais dificuldades”, afirmou.
Durante a visita, considerou ainda importante que o secretário de Estado do Turismo e o presidente da CCDR Alentejo tenham acompanhado a situação no terreno. “Foi muito importante a visita do Secretário de Estado do Turismo e do Presidente da CCDR para constatarem in loco a situação”, sublinhou.
José Santos manifestou também a expectativa de que a recuperação da praia possa acontecer antes da próxima época alta. “Acreditamos muito que o Alamal pode rapidamente recuperar e retomar a sua operação turística. Tem de ser até ao verão. Não há alternativa”, afirmou.
Governo aponta programa “Crescer” como apoio à reabilitação
Já o secretário de Estado do Turismo reconheceu que os danos provocados pelo mau tempo condicionam a retoma da atividade turística na zona.
“Estão obviamente muito incapacitados de poderem retomar a atividade”, afirmou Pedro Machado, garantindo que o objetivo do Governo passa por ajudar a restabelecer o funcionamento das atividades o mais rapidamente possível. “A primeira mensagem que quisemos transmitir é que queremos ajudar a retomar tão urgente quanto possível a capacidade operacional.”
O governante indicou também que os empresários que tenham seguros deverão recorrer a esses mecanismos para responder aos prejuízos imediatos. “Também quisemos dizer que, no caso dos empresários que tenham seguros, que possam tirar partido dessa vantagem de imediato”, afirmou.
Em paralelo, Pedro Machado apontou a possibilidade de recorrer a apoios públicos para reabilitar os equipamentos afetados. “Da parte do investimento público, também estamos disponíveis. Há um programa, que é ‘Crescer’, que permite reabilitar a praia fluvial, os passadiços e alguns equipamentos”, referiu.
Nesse sentido, o secretário de Estado indicou que empresários e autarquia poderão avançar com candidaturas para financiar a recuperação da área afetada. “Por isso, induzi que aquelas empresários e o município possam candidatar-se de imediato para podermos responder positivamente à reabilitação do espaço.”















