O Santuário de Elefantes, que vai ficar localizado entre os concelhos de Vila Viçosa e Alandroal, terá uma capacidade inicial de cerca de três dezenas de animais.
Segundo Kate Moore, diretora-executiva da Pangea Trust, em declarações aos jornalistas, na apresentação do projeto, foi realizado um “estudo” sobre a herdade de 402 hectares e, com base no “impacto ecológico”, a Fundação pensa que esse número será o “ideal”.
“A ideia é que tenham muito espaço”, vincou, dizendo ainda que “colocamos o seu bem-estar primeiro, porque é o mais importante”.
Bem-estar e espaço: prioridade máxima para os elefantes
Ainda assim, deixou em aberto a alteração desse número, tanto para aumentar, como diminuir, uma vez que “não é algo fixo”.
“Continuaremos a estudar se o número pode subir ou se tem de descer”, sublinhou a diretora-executiva, que ainda referiu que “se virmos que podemos trazer mais, iremos fazê-lo de certeza, mas também teríamos de ter mais terreno”.
Kate Morre explicou que a herdade, que tem a entrada em Fonte Soeiro (freguesia de Pardais, Vila Viçosa), foi escolhida pelo “clima” e pelos “habitats”, que a Península Ibérica pode oferecer.
“Percorremos milhares de propriedades e esta foi a escolhida”, realçou, dizendo ainda que foi também realizado um “estudo de viabilidade” por toda a Europa “com os mais variados panoramas”.
Um refúgio para elefantes em más condições pela Europa
Como prioridades, a diretora-executiva realçou que sãos os elefantes que “estiverem isolados, ou em muito más condições” por todo o continente. Porém, “vamos ajudar todos os elefantes que necessitem”.
Já como expectativas de vida, Kate Moore sublinhou que é totalmente incerto, pois “os elefantes que pretendemos trazer serão mais velhos” e, por isso, “não vão ficar por muito tempo”.
Ainda assim, destacou que os responsáveis pelo projeto esperam que tenham a duração de “cerca de 15 anos ainda”, mas efetivamente “será o tempo que tiverem”.
Uma nova esperança para os “gigantes” da Europa
A Fundação, de acordo com Kate Moore, nasceu com a missão de “providenciar um lar para elefantes em necessidade”, tendo como base as condições que o continente africano proporciona.
“Em África, os elefantes vivem vidas longas, porque percorrem dezenas de quilómetros e socializam”, vincou, dizendo ainda que “são animais extremamente inteligentes e é por isso que sabemos que sofrem psicologicamente em cativeiro”.
Assim, e com o fim dos espetáculos envolvendo estes animais pela Europa, não tendo os donos “a quem vendê-los”, porque “não há nenhum santuário” no continente, a Pangea descobriu que “que se tiverem o espaço que precisam e o tratamento necessário para que tenham uma vida normal, fora dos maus-tratos, o seu bem-estar melhora substancialmente”.
Assim, estes santuários dão “uma solução para os governos e circos na Europa”, pois “sabemos que os santuários de largas escala funcionam”. “Temos vários exemplos no mundo”, rematou a diretora-executiva.
De seguida, fique com a foto-reportagem de Hugo Calado da apresentação do projeto, em Vila Viçosa.
































































































