A Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo pretende que as entidades empregadoras, das áreas de hotelaria e restauração, ofereçam formação profissional aos respetivos funcionários.
Segundo José Santos, presidente da entidade, a’ODigital, a proposta surgiu no ciclo de reuniões promovidas pela ERT em todo o Alentejo: «Foi muito bem recebida».
«Tivemos contributos e propostas concretas para, de alguma forma, trilharmos esse caminho», destacou o presidente.
Desta forma, sublinhou que vão «procurar ter alguma intervenção naquilo que é a arquitetura da formação profissional dirigida aos trabalhadores do turismo». Contudo, a entidade «não tem competências diretas na formação profissional».
Assim, como resposta a essa necessidade, José Santos clarificou que a ERT vai preparar um «diagnóstico das necessidades de formação», para depois ser enviado para «as nossas empresas turísticas», de forma a «construir uma intervenção mais robusta e mais capaz».
«É preciso termos uma estratégia definida. Identificarmos as principais necessidades do setor nas várias áreas e quais são os perfis profissionais que necessitam de ter uma maior prioridade», acrescentou o presidente da ERT.
José Santos esclareceu ainda que há duas áreas de intervenção que são «crítica para a satisfação da experiência do turista» e deu exemplos práticos.
O primeiro que referiu foi relativamente à língua, pois «temos cada vez mais turistas norte-americanos na região» e estes são «muito exigentes e questionam muito sobre a cultura, o património cultura e material e sobre os vinhos».
«Nós precisamos que os nossos trabalhadores do turismo estejam aptos a responder a essas perguntas», vincou.
Outro exemplo tem a ver com o recente fluxo emigratório, já que «temos também cada vez mais estrangeiros na nossa força de trabalho» e que «muitas vezes são desconhecedores da nossa língua e desconhecedores da nossa cultura e essas pessoas são hoje também fundamentais».
«Têm um papel decisivo na resposta à procura de trabalhadores por parte das empresas e com esses trabalhadores tem de ser feito um esforço ainda maior», destacou.
Desta forma, são intervenções que vão «ganhar um esforço adicional no Plano de Atividades 2025», mesmo que não fosse uma necessidade «identificada com especial prioridade» no início do mandato de José Santos.















