O UNITATE Campus abriu portas oficialmente esta sexta-feira, com a sua inauguração marcada pela presença da secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes.
Localizado colado à Estrada Nacional 4 (EN4), nas antigas instalações da CEVALOR, em Borba com 6 500 metros quadrados de área coberta e 45 mil de área total.
Um «espaço enorme», segundo Tiago Abalroado, presidente da Fundação UNITATE, em declarações aos jornalistas, que terá como primeiro objetivo «pô-lo a funcionar».
«O objetivo é mesmo que possamos rentabilizar ao máximo cada bocadinho, sempre ao serviço das IPSS do setor social», destacou.
Em relação às iniciativas, o presidente frisou que «há um conjunto de projetos pensados», como o Centro de Congressos (inaugurado também) e o Respostas Sociais Escola, ambos aprovados pelo PRR.
Tiago Abalroado explicou este último: «Estas respostas serão respostas sociais, que funcionarão enquanto tal, mas servirão simultaneamente para formar os profissionais de outras IPSS, como é o caso da infância, do envelhecimento e das pessoas com deficiência».
Contudo, à espera de aprovação do PRR, está ainda o projeto de Serviço de Apoio Domiciliário: «Ainda aguardamos o desfecho».
Iniciativas que convergem «neste bem maior, que é apoiar as instituições» e que, apoiando as instituições, «estamos naturalmente a apoiar as pessoas que estas organizações apoiam».
Outro dos objetivos deste Campus, ainda maior, é o de unir o setor social, sendo que esta inauguração serviu também de «alguma reflexão».
«Procuro desafiar e motivar os presentes para este trabalho em conjunto», sublinhou o presidente, acrescentando que «somos um país pequeno, com poucas associações e temos todas as condições para trabalhar mais em conjunto».
Este «grande desafio do setor», apenas será ultrapassado quando «o setor trabalhar em conjunto», pois «não é um setor de mercado, nem tem concorrência. É um setor para as pessoas».
«O que importa é garantir a resposta. Basta pensarmos em cada um de nós e como é que gostaríamos de ser tratados num lar de idosos, por exemplo», disse ainda.
Tiago Abalroado atirou-se também ao «modelo quadrado que atualmente caracteriza as respostas sociais em Portugal», pois «não vai permitir» a união.
Em relação à economia social, foco do Campus, o presidente da fundação vincou que esta só é o «parente pobre» da economia nacional «em termos da perceção que as pessoas têm dela».
«Temos de alterar essa perceção. Fazer com que as nossas pessoas e comunidades olhem para as instituições pelo seu valor e por aquilo que fazem», afirmou ainda.
Já Clara Marques Mendes referiu, também aos jornalistas, que esta é «uma instituição que vai fazer a diferença e que tem um espaço que vai permitir isso também».
«Vai permitir a intergeracionalidade, o convívio entre idosos, o combate à solidão forçada e ao isolamento», exemplificou a secretária de Estado, dizendo ainda que «Borba e o país têm tudo a ganhar com instituições como estas, voltadas para o setor social e para aquilo que o setor social mais precisa, que é estar unido e articulado».
De seguida, fique com a foto-reportagem da inauguração do UNITATE Campus.












































































