A Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV) realizou no passado dia 3 de outubro, quinta-feira, um fórum regional em Évora.
Neste evento foram lançadas várias iniciativas, como nos contou José Arruda, secretário-geral da associação.
Começou por dizer que o fórum teve como base «apresentar aquilo que são as iniciativas da Associação, preparar já os segundos Fóruns Regionais que vão acontecer no próximo ano».
Em relação a iniciativas, o secretário-geral atirou que está a ser preparado «um novo projeto no sentido de atribuição, em cada região, dos prémios AMPV», premiando «o melhor evento do ano, o melhor produto enoturístico, o melhor enólogo, a melhor enóloga, melhor restaurante», por exemplo.
«A ideia é também dar a conhecer aquilo que se faz de bem em cada uma das regiões, porque entendemos que, na maior parte, os prémios são atribuídos às grandes regiões e às grandes empresas e o interior do país normalmente é esquecido», acrescentou.
José Arruda disse que a associação vai lançar o «segundo Congresso da Vinha e do Vinho nos Fóruns» e também «com uma iniciativa que propusemos ao anterior Governo», que se trata de definir a vinha e o vinho como Património Cultural Imaterial de Portugal e que seja criada «uma comissão interministerial, que possa trabalhar esta temática».
A AMPV estará também a lançar um projeto com o objetivo de «criar as regiões gastronómicas e do vinho», sublinhando que «a ideia é, juntando com aquilo que são as cidades do vinho, podermos ter em cada ano uma região gastronómica».
O secretário-geral confessou ainda que vai ser lançada a «nossa secção de municípios olivícolas, que será coordenado pelo município de Mirandela e pelo município de Moura».
Iniciativas estas que prometem «trabalhar a vários níveis», mas sobretudo «na questão dos territórios e naquilo que diz respeito ao mundo rural».
Em relação ao fórum, José Arruda admitiu que estes projetos foram «bem acolhidos» e que todos terão por base «o trabalhar em rede».
«Reconhecemos que nós não podemos trabalhar isoladamente», dando o exemplo do caso da Cidade do Vinho 2025.
«Trabalhar em rede e trabalhar juntos, sempre com o mesmo objetivo que é promover o nosso mundo rural, o nosso país e dar ao turismo fontes de trabalho para valorizar aquilo que é o mundo rural», complementou.
Em relação a este tipo de projetos, em rede, atirou que, para além da Cidade do Vinho, estão também a promover a candidatura para a Cidade Europeia do Vinho, já que «sabemos que vai haver uma candidatura da CIMBAL para 2026».
Este fórum em Évora «vem no seguimento de uma intenção da associação de poder descentralizar um pouco as suas iniciativas e também ouvir os municípios de cada uma das regiões».















