O Baixo Alentejo, representado pela sua Comunidade Intermunicipal (CIMBAL), uniu-se para formar um projeto intitulado de “Carnes do Montado”.
Esta iniciativa tem por base a promoção internacional das carnes da região, nomeadamente de porco, vaca e borrego.
Segundo António Bota, presidente da CIMBAL, o objetivo é «ajudar os produtores do Baixo Alentejo a tornarem o seu produto com uma cadeia de valor superior», já que «a qualidade está lá».
«Precisamos de mostrar ao mundo a qualidade destas carnes», sublinhou o autarca, acrescentando que não se trata de um produto «essencialmente gourmet», porque «é de qualidade acessível a todos e tem de ser valorizado».
O presidente vincou que se pretende apostar em nichos de mercado, «em Espanha e em França». Nichos estes que «gostam de comer bem e que não se importam de pagar um pouco mais, mas onde a qualidade das carnes é livre de todo um conjunto de químicos que a maior parte das carnes de produção hoje em dia tem nos supermercados».
Desta forma, vão ser levadas a cabo ações em feiras, eventos e «via comunicação social» para mostrar «aquilo que o Baixo Alentejo tem, aquilo que produz e a capacidade dos nossos produtores, para que eles continuem a melhorar cada vez mais».
António Bota destacou também que os produtores vão ser levados «aos nichos de mercado» e vão ser incentivados a «utilizar as investigações universitárias para melhorar a qualidade da carne».
O “Carnes do Montado” perfila-se assim como uma «porta aberta ao investimento de promoção destes produtos por via dos fundos comunitários», onde não se esquece o «importante» mercado nacional, mas «temos de ser mais abrangentes».
Desta feita, o projeto vai ter um financiamento de 500 mil euros do Alentejo 2030 «para ações de promoção e capacitação» desta que poderá ser “apenas” uma «primeira parte».
Parte esta que vai desenvolver-se com a «criação de panfletos, estudo das carnes, criação de livros de genética dessas carnes e divulgação da qualidade das mesmas junto de potenciais compradores».
Contudo, poderá haver uma continuação. Mesmo que não esteja «comprometida», o presidente frisou que «de certeza que sim», porque «estes projetos têm sempre uma continuidade».
Já José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo, referiu que esta é uma iniciativa «interessante» de «promoção turística e económica» da região, que «tem cada vez mais de incorporar os recursos endógenos».
«Este recurso, aliado ao montado, é muito diferenciador», destacou o presidente, adicionando que o projeto «é claramente uma necessidade», no sentido de «ganhar espaço de visibilidade».
«É conseguir, quer através do turismo, quer através de importadores, dar maior visibilidade, identificar canais de escoamento e de venda para que este produto de excelência possa ser cada vez mais vendido», disse ainda.
O presidente da ERT vincou que este projeto vai estar também presente na próxima edição do Alentejo Food Love Fest: «Vamos dar um destaque nos menus, no receituário a esses produtos».
De seguida, fique com as imagens da apresentação do projeto, numa foto-reportagem de Luís Diabão e Hugo Calado.
























































